Educação faz arte e coloca a justiça no banco dos réus

Ser professor nos dias de hoje não está fácil, mas há outras atividades penosas também, se há…

Artista, por exemplo, nem todos são bem pagos, pois nem todos tem fama ainda… Ou quem sabe nunca terão, pelo menos na presente existência… Ou porque não trabalham em locais bem remunerados… É, já vi ator profissional cortando miúdo, tendo que ganhar uns hoje para almoçar o que não jantou ontem… Vai vendo… Eu sei de ator que atua a toa… Mas, no fundo, no fundo, a gente sabe que ele morrerá afogado! Se nada for feito para melhorar, que seja bem frisado isto!

Será que preciso desenhar, disse que morre afogado como força de expressão consoladora! Porque vai dizer você que não sabe dar um exemplo daquilo que boia? Pois se todo aquele que atua com paixão tem peso, logo, por diferença de densidade com a água, a tendência  dele então é de ir ao fundo… Sacou agora, seu apressadinho?

Advogado, outro profissional sofrido… Primeiro, porque rala muito no trampo de dia, para pagar a faculdade estudando de noite. Já pensou, não é mole não, aguentar uma correria o dia todo, sem se alimentar direito! E ainda tem de estudar de noite… Se bem que lá ele pode jantar “Direito”… Mas não é fácil, ainda bem que o dia do bacharelado chega… Aí começa outro calvário, passar no exame da Ordem, a Ordem dos Advogados do Brasil, a OAB. Lá, para ser aprovado, precisa vomitar um conhecimento que não lhe ensinaram na escola. Por isso, quem foi feliz em aprender num estágio paralelo ao estudo, chega e leva. Mas são poucos ainda, porque o estágio não lhe propicia um ordenado que lhe dê para responder por todas as suas contas de sobrevivência. Mal dá para pagar os estudos. Por isso, vai trabalhar em outra área e acaba não aprendendo na prática, no estágio. Ele só vai perceber isto quando se formar. Mas com uma sensação engasgada na garganta, de que fora enganado. E por muita gente. Aí, ele vai advogar fazendo aquilo que ele mais aprendeu… Como enganar os outros… Porque ele sabe como ninguém o que é isto… Sentiu na própria pele.

Ele estudou o Direito, sem o devido senso de ética e da justiça, que deveria ser lhe o essencial para representar tão bem o espírito da profissão. Mas estudou muito as leis. Só que por pressão da sobrevivência, acaba fazendo o quê? Isso… Isso mesmo, exatamente… Acaba amargando um sentimento de culpa profissional, coitado! Como? Oras, ele se vê forçado a burlar aquilo que deveria aplicar, as leis! Se você não concorda, poderá recorrer às instâncias superiores. Mas, data venia,  saiba que quanto mais alta for a disputa judicial, mais caros também deverão ser os favores daqueles que pretendem ser favorecidos pela interpretação  “justa” das leis.  Um atraso no julgamento processual, pode ser obtido por favores, que por não serem juntados aos autos, costuma tramitar respirando legalidade. A Justiça anda lenta, você não acha?

Bancário, outra pedreira… Ganha porcamente, se for comparar o que ele ganha com o que ele conta, o dinheiro dos outros… Claro que estou me referindo aos caixas… Ele fica tão fissurado nesta palavra, que acaba funcionando muitas vezes, na base do carinho… Aí, é caixinha pra cá, é caixinha pra lá… Aprendeu com o gerente, que já foi caixa um dia… Mas tem as suas compensações, muitas vezes emocional… Você já reparou na autoestima dele, quando alguém lhe chama de banqueiro…!!? Se sente nas nuvens, mas se senta no divã… É o lugar onde vai frequentar a maioria deles, por conta do estresse… E aí, o que ele ganhou, boa parte vai para o psicólogo, ou psicanalista. Tá na cara, ou melhor, tá na mente, que o capitalismo funciona como um belo sistema circulador e transferidor de recursos… Boa parte vai para o exterior, pra tristeza do povo e do bancário… Mas vai o bancário reclamar pra ver? Circulando, circulando moçada, já pro caixa, berra o diretor do banco! O capitalismo realmente faz a circulação e transferência de recursos com muita competência, já não sei dizer se é do modo justo! Se ele faz isso com quem é parceiro dele, que diremos dos outros pobres e coitados…

Bom, o papo tá bom… Mas o tempo urge… Um monte de contas pra pagar, vou me adiantar… Mas preciso de correr um pouco, pois antes de ir ao banco, quero fazer uma consulta com meu advogado… Estou precisando de limpar o meu nome na praça, afinal sou só professor… Ainda bem que tudo que assinei, assinei com giz…  Sai com água, “facinho facinho”… Pensa que é só os outros que aprendem? Não se esqueça que eles passaram pela escola antes…

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Publicado em 11 de abril de 2013, em ATUALIDADES, CHARGE, CIDADANIA, CULTURA, ECONOMIA, EDUCAÇÃO, FILOSOFIA, HUMOR, INFORMAÇÃO, JUSTIÇA, MATURIDADE, PARADIGMAS, PENSAMENTOS, POLÍTICA, REFLEXÃO, VOZ DIGITAL e marcado como , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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