Saka só o “Coxeco”?

Estava meditando e imaginando um Brasil próspero, com brasileiros igualmente prósperos. Porque o mundo tem riquezas que levam à prosperidade. É através do trabalho que o homem chega à riqueza e pode comemorar, com justiça, a sua prosperidade. Se a energia do amor cria a vida, e a sustenta, é direito de todo ser humano que vive, sonhar com a sua prosperidade. Penso que são dois mecanismos que regulam a vida: o amor, primeiramente, e o progresso como consequência dele. Então, deverá haver um terceiro, a justiça, para que o equilíbrio torne a vida de todos sustentável, e o bem estar seja usufruído por todos consoante as suas qualidades e habilidades adquiridas pelo esforço e trabalho de cada um.  Então, o trabalho por si só já garantiria a cada um a sua porção merecida de progresso. Reconhecer isto, é ter trabalhado moralmente no conceito dos três mecanismos já citados supra. Mas porque, então,  há tantas desigualdades com suas mazelas, que ultrapassam as diferenças de capacidade e trabalho que é de bom senso reconhecer também. Seria porque o trabalho produz a riqueza, a riqueza é trocada pelo dinheiro e o dinheiro só leva em conta as vantagens da posse, e não do mérito? Trocando em miúdos, o trabalho está sendo trapaceado pelo capital, o dinheiro? Só sei que a vida dita o progresso, e o progresso traz a riqueza, e esta deve ser distribuída proporcionalmente ao quinhão de esforços e capacidades de cada um. E que o mais desfavorecido possa, na sua porção de riqueza que lhe cabe, comer, morar, estudar, trabalhar e progredir, com a dignidade condizente com uma espécie dita racional, a humana.

Aí leio no Blog do Leonardo Sakamoto, o texto que reproduzo abaixo. Que compartilho com você… Quem sabe você concorde que o progresso existe, e admita também que ele precisa da cooperação da justiça, para melhorar a qualidade das relações interpessoais na sociedade… E traga, assim, o progresso moral, que é o que determina de fato a ascensão espiritual, pra quem deseja ficar mais próximo de Deus! Porque o progresso é permanente, como o amor, mas as situações de progresso são temporárias, se não forem justas nem meritórias… O Eike que o diga! Começo a reforçar a convicção de que há de se ter uma utilidade providencial para a fortuna, além de proporcionar só gozos puramente materiais, e que acabam enjoando o ego preguiçoso de alguns que a detém atualmente.

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Conheçam o “Coxeco”, o Mascote dos Coxinhas do Brasil.


Leonardo Sakamoto

04/11/2013 11:47

O que é ser “coxinha”?

Não há uma única definição do que é ser um “coxinha”. Gíria aqui de São Paulo, serve para definir pessoas individualistas, conservadoras, convencionais, que fazem de tudo para se diferenciar do restante da sociedade. Possuem paranóia com segurança, mas querem ser simpáticos, engraçados, gente boa. Muitos coxinhas não têm muito senso de ridículo, mas também não percebem isso. Por exemplo, alguns gostam de deixar claro a marca de roupa ou da bolsa que estão usando, como uma forma de cartão de visitas.

Fuleco, o Tatu-Bola, foi eleito como mascote da Copa do Mundo de 2014, a ser realizada aqui no Brasil. Sua graça foi decidida a partir de uma votação e vem da junção das palavras Futebol e Ecologia. O nome, como podem perceber, é péssimo.

Mas foi então que, na final da Copa das Confederações, a TV transmitiu coxinhas tirando fotos do jogo no estádio a partir de seus iPads. Naquele momento, um grupo de amigos teve a ideia de criar o “Coxeco”, o mascote dos coxinhas do Brasil.

Com a ajuda do excelente estúdio de criação Pingado, ele surgiu. E será resgatado toda vez que o coxismo grassar pela rede, uma espécie de Gorpo, do He-Man, sempre pronto a trazer lições para as novas gerações de coxinhas.

Estava esperando uma ocasião especial e a sensacional reportagem da Veja Sao Paulo sobre os “sultões dos camarotes” das baladas de São Paulo, que gastam dezenas de milhares de reais no intuito de se exibir e conseguir companhia, foi a deixa. De uma ironia ácida e fina, a matéria traz o impagável vídeo “Os Dez Mandamentos do Rei do Camarote” (abaixo), que irá gerar teses de doutorado em psicologia, antropologia e zootecnia.

FULECO.
Fuleco“, o mascote da Copa do Mundo de Futebol 2014, no Brasil.

Tempos atrás, cutuquei os leitores sugerindo que ostentação em um país desigual como o nosso deveria ser considerada crime pela comissão de juristas que está reformando o Código Penal. Não está se propondo que bullying seja crime? Ostentação é mais do que bullying entre classes sociais. É agressão, tapa na cara. Aí teve os que levaram a sério a sugestão, os que fingiram não entender, os que não gostaram.

O fato é que seguranças e carros blindados levam para as ruas da cidade a sensação de encastelamento dos condomínios fechados, das mansões muradas, dos shopping centers ou restaurantes caros. Sentimento falso, pois não são seguranças bombados e chapas de aço que irão garantir proteção aos moradores de uma metrópole como São Paulo. É bom como efeito placebo, para se enganar, mas, mais dia ou menos dia, as “hordas bárbaras” vão engolir a “civilização”. “Hordas” que estão chegando cada vez mais perto, como reclamam os mais ricos.

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Bebida que pisca
Bebida que pisca e agrega valor ao gás de pimenta e bala de borracha.

São Paulo tem mais de 11 milhões de habitantes, mas apenas uns poucos são efetivamente cidadãos, com acesso a todos os seus direitos previsto em lei. Lembra a antiga Atenas, com uma democracia para uns poucos iluminados e o trabalho pesado para o grosso da sociedade, composta de escravos. Enquanto uns aproveitam uma vidinha “segura” dentro de clubes, restaurantes, boates, lojas, residenciais e carros, outros penam para sobreviver e serem reconhecidos como gente. Para cada assassinato em Moema, mais de 100 são mortos no Grajaú. Só que a morte de uma jovem em Moema causa mais impacto na mídia do que a de 100 no Grajaú.

Isso tudo, como já disse, não é sobre ter, mas como nos relacionamos com esse “ter”. E o medo de perder e deixarmos – com isso – de “ser”. E o que é precisar “ter” para “ser” e os impactos disso na sociedade. Por aqui, não é quem não tem.

Parte dos mais ricos vai se isolando cada vez mais, ficando alheia ao resto da cidade (por ignorância ou má fé). Corta-se com isso a dimensão de reconhecer no outro um semelhante, com necessidades, e procurar um diálogo que construa algo e não destrua pontes. Há riscos de violência? Sempre há e ela vai acontecer, ainda mais em um território que muitos têm e outros minguam. Mas deve se ter em mente que há atitudes que pioram o quadro. Que são um tapa na cara.

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Sultões nos camarotes.
Sultões nos seus camarotes, com camaros, camarões e decotes.
Eike Batista
Eike Batista, quando ainda um hábil ilusionista.
Eike Batista 1
Eike Batista, já realista.
Ricos nas baladas.
Seria a balada uma válvula de luxo pro recalque?
Ricos nas baladas.
Seriam todas as ilusões coloridas?
Ricos nas baladas.
Seria a “coxete” um acessório obrigatório pra “periguete”?
Ricos nas baladas.
Seria o Corinthians um trampolim de pobre pra coringas?
Oscar Maroni.
Oscar Maroni, um esperto ilusionista das paixões sem corações.
Ricos nas baladas.
Quer mesmo saber? Progresso com riquezas, sempre há de ter! Talvez esteja escassa na ilusão, a tão sonhada e justa evolução!

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Publicado em 4 de novembro de 2013, em ATUALIDADES, CHARGE, CIDADANIA, CIDADES, CULTURA, ECONOMIA, EDUCAÇÃO, ENTRETENIMENTO, ESPORTES, FILOSOFIA, HUMOR, INFÂNCIA, INFORMAÇÃO, JUSTIÇA, JUVENTUDE, MATURIDADE, PARADIGMAS, PAZ, PENSAMENTOS, POLÍTICA, REFLEXÃO, TV, VOZ DIGITAL e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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