Mãe e vida, amor e verdade, desejo e fato.

Que seria do mundo sem qualquer acontecimento ou fato, completamente parado? Sendo a vida matriz de si mesma e motora de seu próprio movimento seria algo assim como um mundo sem vida. Exatamente, apenas uma forma sem conteúdo cheia de superfícies lisas ou rugosas, mas sem qualquer volume interessante e nenhuma vontade em lhe fazerem porosas. E sem volume vivente qual massa ausente poderia manifestar seu peso de influenciar alguma vontade?

Tendo alguma vontade o ser já possui com ele uma verdade. O que supõe que vivendo de um desejo sozinho esta verdade única também não teria no que se espelhar para notar sua própria existência numa outra verdade postada de frente, também tenho notado.

Será por isso que o mundo é povoado? Para que não vivendo sozinho ninguém deixe de ter também uma consciência consciente de sua verdade. Mas o que é essa tal consciência se não um outro mundo? E qual mundo tem consciência de si se não tiver também uma mínima vontade de conhecer de fato a si próprio? Aí talvez esse querer ou desejo seja também algo mais encorpado, e digamos assim … uma coragem?

Mas coragem é uma energia que dá cor à vida enquanto age, e cor em ação só pode aquecer também é um coração de verdade. Impossível haver vida sem coragem em viver. A menos que seja tão somente uma forma sem conteúdo só perambulando pela praia do mundo sem rumo e com infinito tédio, estando já muito próxima a um mar cheio de vida. Mar este muito vivo de marés oscilantes onde suas ondas inquietas num balé cintilante e um tanto sonoras feitas belas melodias que embalam e enfeitam todas as horas, sempre querem e também chamar sua atenção para viver bem alto e um tanto focado.  Mas não necessariamente, tão somente numa foca.

Foca então que sentir toda a força de uma verdade requer também que se tenha uma certa força de vontade. Conseguir ver em estatura sua razão percebendo isto já sinaliza um certo grau de percepção que o ser já tem acerca de sua própria vontade. E que sinalizando mais lucidamente ainda esta percepção da verdade a si mesmo e de si próprio, de modo lúdico ou ainda não, eis que o ser já ajuíza algo ao mundo sobre sua razão, que nada mais é também que sua própria paixão de viver algo harmônico e ressonante com outras verdades.

Há de se ter então algo anterior e maior que criou este belo mecanismo que aciona o ser para viver e perceber a si mesmo quanto aos outros, ao mesmo tempo que examina entre todos a sua profundidade. Há de existir algo maior então, seja em consciência quanto de sua potência também mor. Que projete e rapidamente algo existente à sua identidade mor.

Sim, de jusante a montante, de algo a mor, pois sempre há algo de mor em se querendo tanto ser e pretensiosamente estar, ou simplesmente ser tal como um amor bem insinuante, todo feliz e contente em se dar.

A mim e a ti digo já que não nos iludamos, nem com as ilusões, que dirá com aqueles que amamos. Mire sempre no maior, no que sempre for mor, pois mor te espera tanto quanto a mim também ao fim de uma jornada acumulativa de conhecimentos, sentimentos e verdades, pacientemente, amorosamente, a se fundir em tudo e por tudo ao princípio da vida novamente.

Amor é a princípio, um princípio que move tudo, que fala de sua vontade e lança ao mundo sua identidade assim formada e livremente manifestada, com festa mesmo entre manos ou irmãos, em explosão de cores que bem anima o ser a viver e feliz em qualquer idade. Seria esta tal e fantástica emoção a mesma que proporciona ao ser um certo sentimento …  de felicidade?

A vida é sempre vibração em movimento sendo luz de consciência pulsando entre o saber e sentir, saltando curiosa e quanticamente entre aqui e ali, tanto mais quanto mais matriz e consciente for de si mesma, do princípio ao fim, do começo de um fato à sua mais alta e longínqua finalidade de viver, carregando seus sonhos de fazer e acontecer, de ser útil a si e a todos, e revelando também com isto suas intenções e desejos, e extraindo de sua pureza as suas verdades.

Mãe é sempre matriz. E uma verdade costuma brotar da consciência que o ser já tem de um fato, bem como daquele desejo que o concebeu também compulsivamente num namoro dimensional de tempo e espaço, patrocinadores de múltiplas oportunidades que se ofereceram para num império de escolhas aleatórias e subjetivas eleger entre tantos o sentido predominante, que por sua vez e já selecionando energias através de um molde mental condensar a matéria preferida ou adequada para produzir aquele fato.

Fermentando o ser um talento de escolher acaba expressando uma vocação própria para provar e conhecer todas as dimensões de uma realidade, e pasteurizando uma habilidade de perseverar elege um caráter de ser e se expressar. Neste momento eis que se revela ao ser e do ser a sua idade, tanto quanto uma pertinente maturidade de compreender em si e nos outros também suas escolhas e verdades.

E a verdade conduz ao amor. Eis aqui agora um fato de minha consciência. Tanto quanto outro que já me diz ser também verdadeira, ou recíproca, que a verdade também exterioriza um certo juízo de valor. Mas é fato e também verdadeiro para todos que quiserem perceber, fique isto livre e claro, que ninguém retoma o princípio da vida em sua história pessoal sem trilhar e perseverar em seu próprio caminho de verdade já escolhido, consolidando assim sua estratégia de lutas e de disciplina para lograr êxito em acessar todo o seu acervo de verdades já reunido em sua consciência de vida.

Só que por similaridade de essências as verdades individuais acabam se depurando pelas suas consciências já iluminadas de amor, que orientadas por este mesmo amor em sua sede de progresso e justiça, convergem assim para um encontro futuro provocado pela lei de atração entre iguais.

É a vida pulsante de amor e sendo mãe da verdade que conduz então aos fatos? É, tudo leva a crer. Tanto que é somente com uma justa disciplina que se cria uma necessária ordem que faz progredir o ser em direção ao seu mais alto sentido ou finalidade de viver. Corromper esta justa disciplina que reclama a vida, ou sua justiça, só compromete a paz do ser e anestesia seu amor, e com isso o faz sofrer.

Se a vida pulsante de amor é a mãe da verdade, o seu pai é a razão irradiante do progresso intelectual já realizado pelo ser, bem como da consciência de observar e compreender as estruturas da vida conquistada com ele.

Um filho até vive sem seu pai, mas não vive sem sua mãe, que lhe deu a vida e o alimentou até ter consciência de si e crescer sozinho com seu corpo, e nutriu para sempre sua alma com aquele amor desde o princípio. E qual filho que não deseja conhecer também e melhor seu pai?

Todo dia tem vida, logo todo dia é dia das mães… que elas também não desperdiçam ao obrarem e aguardarem lá no fundo silencioso de si, serem ao menos reconhecidas, valorizadas e igualmente amadas.

Mãezinha amada, teu corpo já não está mais aqui justa e certamente, mas teu perfume de alma amorosa quanto valorosa ainda sinto e sempre conservo junto de mim, que me faz por isso todo contente.

Beijo a minha e todas as mamães, em pensamento corpo ou forma, pouco importa, se a verdade que traduz um fato acompanha a energia do sentimento contido nele e sendo ambos, sentimento e fato, a encarnação de um amor sempre radiante, não há de se deter ele ou se calar também agora… ou logo ali, ou para sempre, ou que seja mais adiante, diante de qualquer fato ou presumida verdade itinerante.

No princípio, lembro vagamente de haver em meu entorno somente trevas, pois vagava mesmo em andar numa escuridão e temente, até que alguém me deu a luz.

Aí tudo mudou e pra melhor já posso me lembrar, pois até para se recordar há de se ter luz também na memória para algo iluminar. E meu desejo de viver a vida nunca mais parou depois deste princípio e banho de luz, qual batismo eterno, e tão terno que reluz. Sou um ser já algo consciente do meu amor desde o princípio, agora já mais consciente ainda, e que seja sempre assim também para o porvir e todo o sempre.

Mas preciso de fatos que me sirvam de jornadas ou estradas, para conhecer  a vida e repousar na minha paz, ou só caminhar, crescer e iluminar minha consciência. Inquieto-me de tanto amor que recebo. Sonho de tanto amor que sinto ter para dar. Amo, de tanto que tenho o que fazer, acontecer, aprender e agradecer ao me iluminar.

 Mas, iluminar pra quê?

Oras, por acaso pensas ou sentes que por um infeliz acaso já me esqueci daquela majestosa luz primeira? Qual o quê, dou toda minha luz e já contente só para estar com ela novamente.

Eis só ó mãe querida que dá vida com amor, é em verdade que te digo, meu desejo agora é tanto e tão visível até no fato deste meu choro agora algo travado pela saudade de ti, que a ti também dedico como flor e perfume do meu amor, que pelo pensamento já sinto pô-lo ligeiro e pronto a te servir enquanto também já me ponho de pé, a servir-te quente em teu divino rosto este meu beijo estalado de contente, quanto já ligeiramente, bem temperado com sabor de fé!

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Feliz Dia das Mães 1

 

Feliz Dia das Mães 2

 

Feliz Dia das Mães 4

 

Feliz Dia das Mães 10

 

Feliz Dia das Mães 12

 

Feliz Dia das Mães 9

 

Feliz Dia das Mães 7

 

Feliz Dia das Mães 11

 

Feliz Dia das Mães 8

 

Feliz Dia das Mães

 

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Publicado em 10 de maio de 2015, em ATUALIDADES, CIDADANIA, CULTURA, EDUCAÇÃO, FILOSOFIA, INFÂNCIA, INFORMAÇÃO, JUSTIÇA, JUVENTUDE, MATURIDADE, MÚSICA, PARADIGMAS, PAZ, PENSAMENTOS, REFLEXÃO, VOZ DIGITAL e marcado como , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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